terça-feira, 20 de novembro de 2018

DE PERSEGUIDO A PERSEGUIDOR

   "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus". Mateus 5:10.
    Todos nós, eventualmente, recorremos a esse versículo,  quando sentimos, como frágeis seres humanos, o peso das perseguições,  quer na Igreja, na família e no mundo de maneira geral, por causa de Cristo. Este,  pelo Espírito Santo de Deus,  nos consola, conforta e fortalece na caminhada,  para seguir em frente!
       Erramos, porém,  quando limitamos o alcance de interpretação desse texto,  ao passar, de perseguidos a perseguidores, porque desconhecemos,  onde termina uma situação e se inicia a outra. Depois de confortados, damos vazão ao nosso ferrenho inimigo, o nosso ego, onde nos tornamos presa fácil,  nas garras de Satanás,  que se agrada de nossa vaidade egoísta!
         Infelizmente, nessa viagem, nos sentimos mais  justos que os nossos opositores e/ou  repressores, que nos tiram do sério,  esquecendo, nesse momento "fariseu",  que precisamos, pelo menos,  tentar compreender o outro, como somos compreendidos por Deus.
         E é  nessa leva, que erramos como igreja,  em casa, dentro da Igreja , como testemunhas de Cristo,  quando nos silenciamos e não buscamos nos arrazoar com o irmão, líder ou não,  insatisfeito com alguma atitude nossa para com ele e, quanto a nós, dele para conosco.
    Erram as  lideranças,  quando não procuram seus liderados,  que têm-se mostrado insatisfeitos e incompreendidos,  o que resulta em distanciamento físico e desânimo espiritual, às vezes, no pior, o abandono da fé.     
    Erramos, quando tomamos atitudes independentes, sem consultar a Deus, porque estamos nos bastando, cheios de nós mesmos,  de orgulho e vaidade,  por excesso de "excelência". Isso não é ser cristão de segunda milha, é ser um simulacro de filhos de Deus.
       Perseguimos a Jesus e a Seu Evangelho, até mesmo, quando nos sentimos perseguidos, desafiados moralmente, em qualquer lugar ou ambiente, porque,  cobramos do outro o dobro daquilo de que fomos perdoados!
       Me penitencio diante do Senhor, colocando minhas culpas, meu excesso de zelo pelos próprios sentimentos, pelas incoerências e deslizes, por quando me silencio diante de Deus e dos homens, como perfeito perseguidor de Jesus!
     Que o Senhor tenha misericórdia de nós,  de nossas fraquezas, quando cremos e nos respaldamos,  em nossa própria e imunda justiça:
"Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam." Isaías 64:6. Misericórdia!
Dora Tavares Duarte.

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