JESUS FAZ A DIFERENÇA
Tendo curado a filha da mulher Cananeia, Jesus deixou Tiro e Sidom, indo para o mar da Galileia, em Decápolis, região habitada por gentios. O lago de Tiberíades, ou de Genesaré, com cerca de treze km, de água doce, era chamado de mar, pela extensão, ficava na Galileia, e havia povoamentos a sua volta.
Foi lá que, segundo os Evangelhos de Mateus e Marcos, Jesus recebeu quatro dos seus discípulos, ou seja, Pedro e seu irmão André e os irmãos e João e Tiago.
Foi também nesse lugar que lhe trouxeram um surdo que falava com muita dificuldade, talvez gago, para quem o povo clamava pedindo a Jesus que impusesse as mãos sobre ele.
Não era apenas esse que desejava uma cura, muitos gritavam, acenavam, tentavam chamar, mas Jesus preferiu dar uma atenção especial a esse homem. Separou-o da multidão e lhe deu um atendimento particular, permitindo-lhe uma experiência pessoal consigo, o Cristo de Deus, porque é capaz de fazer mais do que pedimos, pensamos ou sonhamos.
Assim também hoje, há pessoas buscando por uma atenção diferenciada, que lhes conduza até Jesus e faça acontecer esse encontro. Mas, a indiferença, a falta de tempo, a montanha de preocupações impedem que o papel de ministros e discipuladores de almas, seja realizado conforme deveria:
“E, tirando-o à parte de entre a multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos; e, cuspindo, tocou-lhe a língua. E, levantando os olhos ao céu, suspirou e disse Effata; isto é, abre-te. E logo se abriram seus ouvidos e a prisão da língua se desfez e falava perfeitamente.”.
Jesus o retirou do meio da multidão, para mostrar que o prezava de forma especial e de maneira particular o iria curar. Jesus, na cura de um cego, certa vez, fez barro com a saliva e passou nos seus olhos.
Havia uma crença entre o povo que o cuspe poderia curar cegueira, mas Jesus fez diferente, pois, no caso do gago, tocou em sua a língua e ela destravou. Quando trocamos a cegueira da incredulidade pela ação do Espírito Santo, passamos a ver por outro foco, nossos ouvidos se abrem para a voz de Deus e nossa língua anseia por propagar o Nome e os feitos de Jesus.
Jesus poderia, apenas, ter dado um comando, mandado com uma palavra, mas sabia o que estava fazendo e por quê. Quando levantou os olhos para o céu, demonstrou claramente de onde originava o Seu poder, do alto. Assim se colocava como submisso ao Pai do céu, dando-nos o exemplo.
Todos pediram que o curasse pela imposição de mãos, mas preferiu de outra maneira, porque, para cada caso e pessoa, Jesus imprimia a mesma misericórdia, porém, por diferentes métodos.
Aquele homem era um impossibilitado de se expressar com clareza, necessitava de outros para ouvir por ele e de interceder pelos seus desejos.
Jesus tem preferência pelos que se abandonam em total dependência, como foi o caso do homem paralítico que precisou de outros para vencer o telhado com sua cama; do outro aleijado que precisava mergulhar no tanque de Siloé e não havia quem o arremessasse nas águas, aqueles que reconhecem que Deus é a saída para sua vida.
Também o caso do centurião que rogou por seu servo, o pai que rogou pela filha moribunda e vários outros. Privilegiou essas situações para mostrar a necessidade e o valor de que alguns intercederem pelos outros, que é demonstração de real amor ao próximo, consequentemente, de amor a Deus: a intercessão tem valor dobrado, pois abençoa a todos.
O que se repetia em vários casos era o pedido de Jesus para que nada dissessem aos outros, não divulgassem o ocorrido, mas em vão: Quanto mais proibia, mais divulgavam. Mesmo sabendo que iriam desobedecer, Jesus os advertia sobre isso, para alertá-los, talvez por questão de segurança e proteção, ou mesmo para se evitar conflitos com os opositores radicais.
A quase maioria que buscava a Jesus era gentia e isso pesava negativamente contra o povo e contra a continuidade da obra de Jesus.
“Admirando-se sobremaneira, diziam: Tudo faz bem; faz ouvir os surdos e falar os mudos.” Marcos7:31 a 37.
Dora Tavares Duarte.
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