terça-feira, 20 de novembro de 2018

NÃO  HÁ UM JUSTO SEQUER

         É o que diz a Sagrada Palavra, "porque todos pecaram e estão destituídos da Graça de Deus". Romanos 3:23. Refletindo sobre o texto, sempre me vem à mente a bonita e conturbada história do Rei Davi  que, de acordo com o parecer divino, era um homem segundo o Seu coração.
      Alguém pode achar que ele viveu sem cometer graves ofensas ao Senhor, só que não! Mas, tinha um diferencial que o colocava num nível de espiritualidade superior em  "anos -luz" de seu antecessor, Saul, que  justificava  seus erros, diante de Deus, em vez de deles se arrepender.
       Certa  manhã, deixou Davi de ir à batalha e,  curtindo displicentemente sua "folga", viu uma bela mulher se banhando no terraço, pediu  aos subordinados que a levassem até ele. 
      Adultera com ela, que era,  ninguém menos, que Bate-Seba,  esposa de um soldado de seu exército e amigo fiel, Urias. Pela consequente gravidez, planejou fosse ele morto pela espada inimiga, durante uma batalha. 2 Samuel 11-1 a 4.
         Deus usou  o  Profeta Natã, para dizer ao Rei, que a espada não se apartaria de sua casa, pelos erros praticados e que o filho do adultério morreria. Suas mulheres seriam tomadas e dadas a outros, diante dele. 2 Samuel 12:10 a 13.
        Davi se arrependeu  dos seus pecados, razão pela qual sua vida foi salva,  segundo o dizer do Profeta. Diante da iminente morte do filho, implorou ao Senhor pelo milagre, mas reagiu com decência, quando o óbito aconteceu. 2 Samuel 12:1-13.
       Mais adiante, o filho primogênito de Davi, Amnon, se diz apaixonado pela meia-irmã, Tamar, arma uma cilada, diz-se doente e violenta-a, o que causou profunda tristeza ao pai de ambos. Absalão, para vingar a desonra da irmã, passados dois anos, pediu ao pai que liberasse os irmãos para o Banquete dos Tosquiadores. O príncipe  dá ordem aos comandados que o matem. Isso foi o que aconteceu, para desgosto do Rei. 2 Samuel 13:6 e 14.
        Absalão fugiu e se manteve longe de  Davi, por três anos; voltou a Jerusalém, mantendo-se Davi distante do filho, até a completa reconciliação,  após dois anos.
     O príncipe também ambicionou o trono dele e se declarou rei em Hebrom. Reuniu seus adeptos e partiu para a batalha contra as tropas de Davi, que venceram, com Deus!
   Nessa fuga de Davi para o deserto, Simei, descendente da casa de Saul,  atirando pedras sobre o Rei, amaldiçoa e o insulta, acusando-o  de sanguinário contra a casa de seu  soberano. Embora inocente quanto a isso, não permite que o matem. Em sua humildade, entendeu ser a boca de Deus que falava por ele. 2 Samuel 16: 5 a 13.
         Seguindo os conselhos do ímpio  Aitofel, ex-conselheiro e traidor de Davi,  levou também  Absalão  a se envolver fisicamente com as concubinas do Pai, diante de todo Israel! 2 Samuel 16:22.     
     Na perseguição a Davi, Absalão ficou preso num carvalho, facilitando ao comandante Joabe feri-lo com dardos,  e que dez jovens com espadas o traspassassem.  Mais uma vez, Davi experimentou uma terrível dor! 2 Samuel 18.
       Quando confirmado Rei sobre  todo Israel, Davi volta para Jerusalém, Simei o  reencontra e pede perdão pelos insultos. Mais uma vez,  o Rei não permite que seja eliminado e, nobremente, o perdoa! 2 Samuel 19:16 a 23.
      Foram tempos sombrios para o "homem segundo o coração de Deus"  que, do Senhor nunca se apartou. Soube perdoar e ser perdoado, procurando sempre emendar e não repetir os mesmos  erros. Se falhou como pai, foi forte e sustentado como um honrado filho de Deus! O Senhor  nos perdoa, quando arrependidos, mas não nos isenta de sofrer as  consequências de nossos erros! Mesmo sendo justificados pelo sangue de Jesus!
      Dora Tavares Duarte.

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