terça-feira, 20 de novembro de 2018

COMO COXOS E CEGOS ESPIRITUAIS

     Sabemos, apenas, que ele era coxo. Ignoramos seu nome, mas, presumimos seu sofrimento.  Devia arrastar-se  pela cidade, tentando vencer as ruas, lutando por sobrevivência, no meio de pessoas preconceituosas, que o julgavam amaldiçoado.
       Cansado de buscar por minguadas esmolas, algumas vezes, sentava-se à porta Formosa do Templo,  para mendigar. Era conhecido, mas não reconhecido como ser humano, pela maioria,  desprezado!
        Aquele dia seria especial. Talvez por conhecer a fama dos servos de Deus, Pedro e João, imaginou que sairia rico dali.  Para ele,  mendigar era tarefa difícil, pela rejeição, pois, para um pobre comum, ou uma mulher desvalida, nem tanto, prque ele trazia em seu corpo a marca inaceitáve da maldição.
      Naquele dia, levado à presença dos apóstolos,   esperançoso,  pensava que aqueles bondosos homens pudessem fazer algo que ninguém fizera por ele até aquele dia. Quem sabe libertá-lo da situação de extrema pobreza?
     Quando se dirigiu aos dois, implorando por ajuda, Pedro se precipitou dizendo que não possuía prata ou ouro, mas que lhe daria o que tinha, ou seja, o poder de Jesus que estava nele. Atos 3:6.
       Tomando o infeliz  pela mão direita, ordenou-lhe que se levantasse em O nome de Jesus, o Nazareno. E ele obedeceu, confiante, movido pela fé e motivado  pela urgência da necessidade!
     A diferença foi que aquele "pobre coitado" não se limitou a se levantar, agradecer e se despedir. Adentrou o Templo aos pulos, gritando e glorificando o nome de Deus. Ele sabia de onde vinha a graça que o alcançou!
     Como deveríamos ser  agradecidos pelo milagre da salvação, que é o maior de todos, porque, segundo a Palavra, como resultado do arrependimento verdadeiro, muda a direção de nossa vida, equilibra nossos passos no caminho ideal. 
       Quando acontece a conversão, nossa  primeira providência  é buscar, naturalmente, uma via de retorno. Escolher o que é certo, continua sendo a mais inteligente das opções, mesmo que isso nos possa colocar na contramão do mundo.
      Pedro sabia o que custava pregar as boas novas do Reino, conhecia os sacerdotes, os saduceus e os maiorais do templo que crucificaram a  Jesus. De antemão, sabia que   seria mesmo complicado!
     Nada poderia ser fácil na missão de pregar,  porque as  pessoas, mesmo nos dias de hoje, se rebelam contra a Palavra de Deus e até negam a Sua existência, com atos e palavras, mesmo afirmando crer.
  A Palavra eterna fora pregada naquele dia a quase cinco mil homens. A pedra de esquina que fora rejeitada pelos escribas e fariseus passou a ser  a pedra principal.
     Os fariseus, sacerdotes e saduceus ( que não criam na ressurreição) vieram   interrogar a Pedro pela cura do homem de sua quase que invalidez. Com determinação e coragem, respondeu que tudo que aconteceu foi por obra e mérito de Jesus.
       Aqueles  que o interpelavam, importantes aos olhos do mundo, se admiraram, ao ver a coragem  dos dois apóstolos,  anunciando  a ressurreição de Cristo e a salvação! Conheciam-nos como homens ignorantes, iletrados, por isso,  entenderam que, verdadeiramente,  haviam estado com Jesus. Atos 4:13.
          Muitos entre nós, igualmente nos arrastamos num mundo de pecados, perdidos na dureza de um coração orgulhoso, tentando nos levantar por conta própria,  sem ter a  força necessária para se manter de pé, quando bastaria dizer, como o cego de Jericó:  "Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! " Lucas 18:38. Este foi salvo pela fé!
           Amém! Glórias a Deus!
              Dora Tavares Duarte

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