UM TESTEMUNHO DO AMOR
Fui julgado e condenado injustamente. Paguei um preço elevado por um mal que eu pessoalmente não fizera, pois nada foi achado contra mim que justificasse essa condenação.
Ofereceu- me o inimigo a oportunidade de desistir, em troca das riquezas do mundo, mas eu conhecia os propósitos daquele que me oferecia livramento e desprezei-o, bem como a sua oferta maligna.
Exibiram minha vergonhosa dor entre pessoas da pior espécie, aos olhos do mundo. Me machucaram o corpo com feridas de morte, minha alma foi dilacerada em sua profundidade. Tive de aguentar calado, como um animal desvalido rumo ao matadouro.
Esbofetearam-me, cuspiram em minha dignidade de ser humano. E me senti abandonado, quando o frio da solidão percorreu meu corpo ensanguentado e enfraquecido. Pessoas a quem socorri, gritaram exigindo minha execução!
Apesar de tudo isso, sabia que aquilo não era um fim, mas, um recomeço para a humanidade! Fui libertado do meu cativeiro de sofrimentos no terceiro dia após meu sepultamento, mas sei que nada do que passei foi em vão. Tantos eram e tantos são os pecadores que, a partir do meu ressurgimento, podem vir a mim com seus fracassos, quedas e dores e são fortificados, aliviados e levantados com vitória!
Meu nome atravessou milênios e, quando vier o meu Reino, que não é deste mundo, vou fazer justiça aos que me foram fiéis e guardaram os meus ensinamentos, por amor!
Tudo que me aconteceu foi possível porque, quando me fiz humano, me submeti inteiramente ao que me ordenara meu Pai e, como Deus, vim cumprir o que as Escrituras anunciaram desde o princípio, que a minha morte traria vida em abundância para os que creem e são fieis, aqueles que herdarão a coroa da vida.
Muitos acham que suei gotas de sangue, no Getsêmani, às vésperas de minha morte, porque sabia do sofrimento físico, pelo qual passaria, quando me fiz maldito na cruz, mas, o que me doía, profundamente, seriam os momentos cruciais, em que assumi como o autor do pecado de todos os homens...
Naqueles terríveis e intermináveis momentos, experimentei a dor da separação de meu Pai, o cálice da ira do Senhor sobre mim, porque "... as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus..." Mas, foi preciso bebê-lo, por amor a você!
Eu sou o Alfa e o Ômega, sou o primeiro e o último, o princípio e o fim... Eu sou aquele que ama o pecador, que o perdoa, até os que me transpassaram e que quer salvar você! Mesmo que acredite que não merece, que ultrapassou todos os limites da insubordinação!
Não existem limites para a bondade e misericórdia de Deus, desde que se arrependam de seus pecados e retornem a mim, o Caminho da vida e da absoluta Justiça!
Desejo encontrá-los na Glória, basta que acreditem que sou o Filho unigênito de Deus, amem minha Palavra e a pratiquem e que sigam meus passos, levando sua cruz com amor e resignação.
Abandonem o pecado e bebam do cálice do amor de Deus-Pai, que abençoa com a vida plena aos que perseveram no Senhor, até o fim! Isaías 52:2; Apocalipse 22:13. Mateus 4:8 a 10.
Dora Tavares Duarte.
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