terça-feira, 20 de novembro de 2018

OS  300 HOMENS DE GIDEÃO
 
       Gideão,  por se sentir pequeno, diante da missão que recebera do Senhor, pede a confirmação de Deus. Julgava-se -se fraco para livrar o povo de Israel da opressão  dos midianitas, embora o próprio Deus dissesse  o contrário!
      Por ter destruído o altar de Baal, os inimigos do Senhor se uniram contra ele para matá-lo   mas Joás, seu pai o impediu, dizendo que Baal se defende si mesmo!
       Insistindo  nessa comprovação, colocou um novelo de lã ao relento; se o novelo molhasse  e a terra permanecesse seca, estava tudo certo. E assim aconteceu!    Ainda duvidando,  inverteu a situação: Se o novelo permanecesse seco e a terra ao derredor, molhasse, não restaria dúvida! Ficou   confirmado que o Senhor que o escolheu era  quem  lhe falava.   
        Gideão compreendendo,  adorou a Deus,  retornou  ao  arraial dos israelitas, dizendo: "Levantai-vos que o Senhor entregou nas vossas mãos , o arraial de Midiã."  Juízes 7:15.
     Dos trinta e dois mil homens que se apresentaram, ao comando do Senhor, 22.000 desistiram, por serem tímidos ou medrosos.     
      Deus  ainda  determinou  que colocasse à prova os 10.000 restantes,  pela maneira como bebessem a água da fonte. Os que se abaixaram às águas  foram desprezados; os que levaram as mãos  à boca e lamberam o líquido como um cão, foram escolhidos. Apenas 300  lutariam contra 135.000 entre  midianitas, amalequitas  e outros filhos do Oriente.
          Deus pediu que Gideão e seu moço Purá  descessem até os inimigos e ouvissem o que diziam. O Senhor   confirmou a vitória dos israelitas sobre o povo de Midiã,  através do diálogo de dois soldados. Um deles contou que sonhou  que um pão de cevada rolava sobre as tendas dos inimigos.  Acertando uma delas, derrubou-a no chão. Seu companheiro Purá entendeu que o pão era a espada de Gideão! 
Ele, enfim, adorou ao Senhor e informou aos seus companheiros que os inimigos foram dados por Deus em suas mãos!
     O Senhor ordenou  que os  homens se dividissem em 3 turmas de 100,   levassem buzinas, um cântaro com um tocha acesa dentro. Rodeando o arraial inimigo,  tocaram as buzinas, quebraram os potes e, com as tochas acesas na mão esquerda, fizeram muito barulho.  O exército inimigo, sem entender o que acontecia, atacavam-se entre eles,  outros fugiram  desesperados. E o povo de Deus venceu com Gideão no seu comando!
            Ficou claro no texto que Deus reduziu os homens de Gideão de 32.000 para um número insignificante, para mostrar que a força e a nossa capacidade vêm do Senhor, não de recursos próprios porque,  sozinhos, nada podemos. Os artifícios e estratégias criados pelo Senhor, como buzinas, cântaros, tochas acesas, foi uma forma de Deus mostrar que tinham que  batalhar para vencer, mesmo sem espadas, porque apenas um sopro de Deus pode destruir o universo!
           Pelo simples fato de os escolhidos terem levado a água até a boca, olhando em volta de si mesmos,  Deus nos mostra que os seus guerreiros são vigilantes, não perdem o foco, estão sempre em estado de alerta, contra os ataques do  inimigo.
        Obedecendo ao Senhor, Gideão saiu do anonimato e se tornou o quinto Juiz sobre Israel,  porque Deus lhe deu  Espírito de poder e não de confusão e medo!  Aquele mesmo  que se preocupava em garantir o sustento  de sua família, que colhia  o trigo à noite, malhava escondido o produto,  durante o dia no lagar ( lugar próprio  de pisar a uva), se mostrava um amoroso cuidador, um soldado  do Senhor!
        Nossas atitudes revelam quem somos diante de Deus: Como os 22.000 covardes, como os 9.700 displicentes ou  fieis como os 300?
              Que o Senhor continue sendo, pela Sua Graça , escudo e fortaleza nossa, assim como foi de Gideão e de outros vencedores em Cristo Jesus! Juízes 6 a 8.
Dora Tavares Duarte.

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